Tanto amor em mim e não
poder te dar...
Diz-me então, ó Deus da poesia,
Como acalmar a dor de um verso sem magia,
Desvendar sua nostalgia, separar o homem do poeta
Se seu verso é fruto de sua íntima agonia?

Ah minha amada, porque só aqui o meu amor é tanto,
Se no entanto, quando deito nos teus braços
tudo é desventura, feito cinza e pó?
diz-me o que me falta:
Desejo? Fogo? Não... tudo isso eu tenho!
Versos que escrevo, não me tardem nas respostas!

Busco nas rimas compreender este quebranto
Pois que um homem também perde os seus encantos
Como é falível em seus sonhos e utopias;
Mas antes morrer a não poder te dar
Desse amor louco que nos ferve o sangue!
Súplicas da carne! Ânsias desmedidas!

(Alex Brondani)
Alexrobrigo@aol.com
Júlio de Castilhos - RS -
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