Quando te vi pela rua a caminhar
Percebi o arco-íris de tua alma;
Quando ouvi tua voz macia e calma
Pensei que era a flauta doce das cigarras;
Quando mirei a graça do teu rosto
Desejei o gosto doce do teu beijo,
Teus lábios molhados de sereno,
A maciez da tua pele, os teus cabelos negros,
E quando cruzei meus olhos com os teus
Naquele instante de magia e sedução,
O salão ao meu redor ficou vazio
E tua imagem de mulher menina
Ficou gravada em mim.
O amor é mesmo assim,
Do nada ganha asas, arrebata a alma dos que o sentem
E passa a quem não lhe estende a mão;
Assim nasce uma paixão:
No ardil de um momento, num lapso
de tempo e sentimentos,
Nessas razões que só compreende o coração.
E agora, quando escrevo este poema,
Depois de te falar e de ouvir,
De buscar na alma o que sonhei quando te vi,
Procuro os versos pra dizer o que há em mim,
Para entender porque te quero tanto assim
Se de ti apenas sei teu nome e nada mais.
Se o mar tivesse um cais eu saberia
Assim como também eu te teria
Na magia de uma noite de luar,
Mas como não sou mago ou marinheiro
Aqui te amo, nestes versos que componho,
Neste mar de fogo que me queima alma a dentro.
