O sol poente mergulha terra a dentro
Da mesma forma que mergulho sobre ti:
Em fogo e brasa, em silente desespero,
Repleto de desejo e calmaria.
Na silhueta do horizonte entardecido
O meu olhar desenha as curvas do teu corpo,
Como se a vida fosse parte desse sonho
Que em tua ausência perderia seu sentido.
E navego sobre ti nas minhas lembranças,
Disperso nas sombras da esperança,
Num crepúsculo de amores e desejos.
A noite chega e com ela o fim do dia,
E nela percebo por saber de seus segredos
Que o amor que sinto é o meu visto de alforria.