Fabianne. Canção cigana. Aragana.
Que face esconde a imagem atrás do espelho?
Menina? Mulher? Anjo?
Enigma. Cristal que queima.

Porquê não Anne?
Porquê só Fabianne tem o condão de tocar meu coração?
Ah... a sedução não tem fronteiras, nem bandeira,
e quando chega aprisiona o carcereiro.

Mas posso ver-te em minha mente no entanto:
Faces lisas, perfumes de ervas e jasmins, flores do campo,
pupilas brancas e a vida viva a refletir os sonhos da juventude;
curvas bem feitas, o corpo torneado como um balaústre
e os cabelos longos a bailar ao vento como os trigais de maio.
Me pergunto: - Pode alguém amar somente um nome?
Que dirão os filósofos, os pensadores, os padres rezadores.
Ao descobrirem tal contento?
Ao perceberem que a música do vento pode seduzir um homem?

Fabianne. Canção cigana. Aragana.
Verso no espelho de um poema não escrito,
De um amor não florescido e fenescido,
Mal da alma e minha redenção.
( . . . ) ( . . . ) ( . . . )