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Nesta solidão, os remorsos de te ferir são o tormento da tua ausência triste e da minha melancolia. Não ouso imaginar-te fora de mim nas madrugadas que nascem com o meu sono por dormir. De manhã esta mágoa, este vazio doem-me no rosto e na alma que voa ao encontro da tua. Quero-te nos meus braços, nos meus sonhos, nas minhas viagens quixotescas pintadas da aventura deste esboço de futuro. Não há só um dia na vida que vimos escrevendo. No peito há alegria em contagem decrescente esperando encontrar-te. E esta contradição é só uma infância de adulta insegura e carente perdida nos minutos que são teus e `as vezes não sentes ... ( Marília Gomes ) Vila Nova de Gaia Portugal
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